Replick inicia diagnóstico molecular por painel sindrômico respiratório

Além do SARS-CoV-2, o exame detecta outros 26 patógenos, sendo 22 vírus respiratórios e cinco bactérias. Frente a pandemia da Covid-19, o diagnóstico diferencial dos patógenos causadores desta e de outras doenças respiratórias, é fundamental para o melhor entendimento da história natural de síndromes febris agudas, desenvolvimento de novas abordagens e possibilidades terapêuticas; bem como para auxiliar e melhor informar a tomada de decisões da vigilância epidemiológica quanto à circulação destas doenças. A Rede de Pesquisa Clínica e Aplicada em Chikungunya (Replick) inicia esta semana o diagnóstico molecular por painel sindrômico respiratório. A inclusão desta análise visa ampliar o conhecimento científico produzido pela Rede e fortalecer os polos sentinelas de vigilância febril nas unidades de saúde em que a Replick atua. Os equipamentos, kits e recursos humanos destinados à implementação do painel são financiados pela Organização Pan-americana da Saúde (OPAS). "O estabelecimento de polos sentinelas de diagnóstico de infecções febris agudas, no Brasil, permitirá a detecção precoce da circulação de novos patógenos e articulação de uma resposta rápida pelas autoridades de saúde, tornando-se fundamental no fortalecimento de ações de vigilância com a finalidade de prever a ocorrência de ameaças e responder de forma oportuna, protegendo a população", explica a Gerente de Pesquisa da Replick, Giselle Duarte.


Além do SARS-CoV-2, o painel sindrômico detecta outros 26 patógenos, sendo 22 vírus respiratórios e cinco bactérias. Todos esses patógenos são descritos por serem agentes causadores de infecções respiratórias. Isso significa identificar não só qual o patógeno é responsável por aquela doença febril, como também possíveis coinfecções. O treinamento de uso dos equipamentos foi realizado no centro de pesquisa da Replick em Recife, que receberá e processará as amostras dos demais polos da Rede.