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Estudo avalia testes de Chikungunya em cenário de Dengue e Zika


O pesquisador integrante da Rede de Pesquisa Clínica e Aplicada em Chikungunya (Replick), Guilherme Ribeiro, é um dos responsáveis pelo estudo. Ribeiro é pesquisador do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia).

Os sintomas iniciais das infecções por Chikungunya, dengue e zika são bem semelhantes e incluem febre, erupção cutânea e dor nas articulações. Por isso, em áreas de co-circulação desses arbovírus, ferramentas de diagnóstico laboratorial para distinguir cada uma das infecções são essenciais tanto para uma vigilância eficaz como para o manejo clínico da doença.

No estudo, os pesquisadores avaliaram a acurácia dos dois testes sorológicos na detecção de anticorpos do tipo IgM contra o vírus chikungunya em soros de 372 pacientes com doença febril aguda, de Salvador, entre os anos de 2014 e 2016 – um período em que os vírus da chikungunya, dengue e zika eram transmitidos simultaneamente na cidade. No trabalho, foi avaliado a sensibilidade para casos de chikungunya confirmados por RT-PCR e a especificidade em soros de casos de dengue e zika, também confirmados por RT-PCR, e em pacientes febris com RT-PCR negativos para os três vírus.

Os resultados da pesquisa apontaram que ambos os testes, Inbios e Euroimmun, têm alta sensibilidade para amostras obtidas na fase convalescente da doença. No entanto, o Euroimmun apresentou um pouco mais de resultados duvidosos e a especificidade foi um pouco menor, o que pode resultar em uma maior taxa de falsos positivos se o teste for utilizado em períodos de baixa transmissão de chikungunya. Fonte: Fiocruz Bahia


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